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	<title>#ConstituiçãoFederal &#8211; Guilherme Bonfim &#8211; Escritório de Advocacia em Brasília</title>
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	<description>Escritório de Advocacia com Atuação no Distrito Federal e Todo o Brasil</description>
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		<title>Direito à herança: o que fazer quando o pai não reconhecido falece</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Guilherme Bonfim]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2025 00:31:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito da Família e Sucessões]]></category>
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					<description><![CDATA[Filho reconhecido depois da morte do pai tem direito à herança. Veja como funciona a investigação de paternidade post mortem, o DNA com parentes e o prazo da petição de herança.]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Muitas pessoas descobrem, ou confirmam, quem é o pai biológico só depois que ele falece. Nessa situação, surge a dúvida: quem não foi reconhecido em vida tem direito à herança? A resposta é sim. O filho reconhecido depois da morte do pai tem os mesmos direitos dos demais filhos, mas precisa agir dentro de certos prazos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Filho reconhecido depois da morte tem os mesmos direitos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Constituição proíbe qualquer diferença entre filhos, havidos ou não do casamento (art. 227, § 6º). Uma vez reconhecida a paternidade, o filho passa a ser herdeiro necessário, em igualdade com os irmãos, e tem direito à sua parte na herança.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Primeiro passo: a investigação de paternidade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se o pai não reconheceu o filho em vida, é preciso ajuizar uma ação de investigação de paternidade post mortem. A ação é proposta contra os herdeiros do falecido, normalmente a viúva ou companheira e os outros filhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa ação não tem prazo: a investigação de paternidade é imprescritível (Súmula 149 do STF).</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como a paternidade é comprovada sem o pai</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O exame de DNA continua sendo a principal prova, mesmo após o falecimento. Existem alguns caminhos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>exame com parentes próximos do falecido</strong>, como avós paternos ou irmãos, que permite reconstruir o perfil genético do pai;</li>



<li><strong>material biológico preservado</strong>, quando existe;</li>



<li><strong>exumação</strong>, em último caso, mediante autorização judicial.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Se os parentes se recusarem a fazer o exame, a Justiça pode presumir a paternidade, avaliada em conjunto com as demais provas do processo. Essa regra foi incluída na Lei 8.560/1992 em 2021. Fotografias, mensagens, testemunhas e documentos que mostrem o relacionamento também ajudam.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O prazo que exige atenção: a petição de herança</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se a paternidade não tem prazo, o direito de reclamar a herança tem. O pedido de herança, chamado petição de herança, prescreve em dez anos. Em 2022, o STJ definiu que esse prazo começa a contar da morte do pai (abertura da sucessão), e não da data em que a paternidade é reconhecida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, quem está nessa situação não deve esperar o fim da investigação para agir. É possível propor as duas ações juntas, ou tomar medidas para interromper o prazo e proteger o direito à herança.</p>



<h2 class="wp-block-heading">E se o inventário já estiver em andamento?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se o inventário ainda não terminou, o filho pode pedir para ser incluído como herdeiro. Quando a questão depender de provas mais amplas, como o exame de DNA, o juiz pode determinar que a parte que lhe caberia fique reservada até a decisão sobre a paternidade (art. 628 do Código de Processo Civil).</p>



<h2 class="wp-block-heading">E se o inventário já foi concluído?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com a partilha feita, o filho reconhecido pode, dentro do prazo, pedir a sua parte por meio da petição de herança. Os bens partilhados podem ser alcançados, e os herdeiros que receberam a mais podem ser obrigados a devolver o valor correspondente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Documentos que ajudam</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>certidão de nascimento do filho e certidão de óbito do suposto pai;</li>



<li>fotografias, cartas, mensagens e redes sociais que mostrem a relação;</li>



<li>nomes e contatos de testemunhas;</li>



<li>informações sobre os parentes do falecido e sobre o inventário, se já existir.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Como o escritório pode ajudar</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Guilherme Bonfim Advocacia atua em investigações de paternidade post mortem, petições de herança e inventários, avaliando desde o início os prazos e a melhor estratégia para proteger o direito do herdeiro. As informações deste texto são gerais e não substituem a análise do caso concreto. Para conversar sobre a sua situação, chame no WhatsApp (61) 99903-6138.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia também: <a href="/quem-recebe-a-heranca-de-um-solteiro-sem-filhos-no-brasil/">quem recebe a herança de um solteiro sem filhos</a>.</p>
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